domingo, março 09, 2014

Carnaval 2014

Terminada que está a celebração do Carnaval no nosso Agrupamento, importa deixar expressas algumas ideias do que foram estas semanas de trabalho, sofrimento, alegria e diversão. Para quem está neste Agrupamento pela primeira vez ou que, também pela primeira vez e apesar de estar na escolas há alguns anos, assistiu ao Desfile do Carnaval Infantil da Murtosa, terá ficado com uma ideia mais clara do que escrevi há uns meses atrás.
O empenho e envolvimento da comunidade escolar, de toda a comunidade escolar de um modo geral, ultrapassam tudo o que se possa pensar que seja a preparação de um evento escolar. Mais que tecidos, espumas, tintas e colas, o Carnaval da Murtosa são as pessoas que se unem para marcar os mais novos e imprimir dinâmicas comunitárias que perdurarão no futuro.
Para mim, significa ter a certeza de que a Cultura da Escola também se funda no esforço colectivo para realizar actos significativos para os seus alunos. Mas muito mais que isso, mostra que os Professores e Funcionários sabem que quando é mesmo preciso, não há limites para o esforço, dedicação e orgulho naquilo que se faz.
Como professor responsável por um conjunto de escolas, só posso dizer que me sinto muito pequenino perante a grandiosidade do que foi feito pelos meus colegas de profissão e pelas funcionárias das escolas onde trabalho. Dizer “Parabéns” é muito pouco para quem andou todas estas semanas em trabalho de dedicação e de paixão para que os seus alunos brilhassem no desfile. Isto é Comunidade e não há lei alguma que a possa incutir em nós. Nenhum normativo pode dar orgulho a quem não o sente nem dignidade a quem não a quer.
Orgulho, Dignidade, Cidadania constroem-se dia a dia, em pequenos actos de partilha e de respeito por tudo o que se sente e se tem na vida. E a Escola é a nossa vida. Os alunos são a razão de estarmos neste Agrupamento de Escolas e de fazer o que fazemos em cada dia, em cada momento, desde o ralhar, o agradecer, o promover, o corrigir, o orientar, o manter e o recriar. Cada um de nós, em cada um dos papéis e dos estatutos que assume na sua profissão.
Mesmo quando nem tudo corre como nós gostaríamos que corresse. Mesmo quando a nossa opinião pessoal fica mais esquecida em favor da maioria ou em favor do bem do Agrupamento. Sei que o adiamento para o dia 8 de março foi um contratempo para algumas pessoas, mas foi assumido como algo importante para que as crianças pudessem desfilar com boas condições de tempo e, mais uma vez, depois das ondas de irritação e de palavras menos pensadas, o que ficou foi a compreensão e a capacidade de trabalho de todos.
A moderna ideia de Autonomia que circula nos documentos oficiais esquece esta realidade, bem como esquece que a autonomia passa pelo trabalho livre e assumido de cada um dos profissionais que gastam as suas vidas nas escolas. A autonomia alicerça-se na capacidade que cada um tem de perceber o que é preciso fazer em cada momento, independentemente de regulamentos, leis ou normativos. A autonomia passa pelo saber estar na profissão e saber “ler o momento” e saber liderar quem lhe está confiado, para que todos se sintam incluídos e implicados. E isto aplica-se a cada um de nós. A todos nós.
Assim, com grande humildade, honestidade e gratidão, tenho que vos dizer que sois os melhores líderes, professores e funcionários do mundo, pois sabeis estar na profissão que escolhestes e sabeis dar testemunho de vida.
Obrigado, para sempre!

quarta-feira, agosto 03, 2011

Colégios

Haja alguém que me explique com muita paciência:
Se os pais estão a tirar os filhos dos colégios para os matricular nas escolas da rede pública, se o governo dá 85.000 euros por cada turma aos colégios, se os pais nada pagam aos colégios com contrato de associação com o Estado, então qual a razão para tirar as crianças dos colégios?
Alguém entende?
Eu entendo... mas mesmo assim gostava que me explicassem.

quinta-feira, julho 28, 2011

Boletim Praialógico

Sol agradável... alguma aragem.
Aconselhamos guarda-vento e creme de marisco.

Algumas pessoas pelo areal, certamente à espera da abertura dos bares de praia para a bejeca mantinal.

Ondulção com bandeira vermelha, mas apropriada para surfistas iniciados e sem sono...

Bom verão.

quarta-feira, julho 20, 2011

Um dia qualquer, aqui mesmo...

A viagem do elefante

O Ministro da Educação ordenou que os docentes destacados nas Direcções Regionais de Educação regressassem às suas escolas de origem. Consta-se que houve muito choro e lamento e jura de que a educação estava muito mal se tal acontecer. É que há "docentes" que estão desde sempre nas DRE's e agora terão que entrar numa escola pela primeira vez em muitos e muitos anos...
Mais umas centenas de docentes contratados para o desemprego, mas pode ser que seja o fim dos elefantes brancos...

sábado, junho 13, 2009

Continua

O blog pode ser que venha a ter continuação, mas agora noutro local, aqui debaixo da mesa.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

A "nossa" Andreia


A Andreia Vidal Leite lutou até ao último momento, mas partiu.
Para quem a não conhece, posso dizer que o seu exemplo deixa-nos a todos muito mais ricos e por causa dela conseguimos olhar o amanhã com olhos de esperança. A sua força, a sua vontade, a sua persistência em acreditar que era possível enganar o destino é apenas fruto da sua gigantesca capacidade de dar a volta aos problemas e de teimar nos seus direitos, cumprindo todos os deveres.
A Andreia é assim.
Estivemos com ela na sua luta contra a leucemia, participámos na recolha de sangue para procurar um dador. Não fomos nós os escolhidos, mas a nossa dádiva identificou um dos nossos dadores como sendo compatível com outra criança a precisar de um transplante urgente.
Sei que a Andreia fica feliz com esta notícia.
Falo no presente, pois nunca partimos de vez. Ficamos. Vamos ficando nas coisas que amamos, nas coisas que construímos, na coragem com que respondemos aos desafios, por mais pequenos que sejam.
A Andreia fica connosco no sorriso da mãe, na determinação do pai, na pureza da filha. Fica todos os dias em cada lembrança que se fizer dela, das suas palavras, da sua coragem e fé, dos seus ideais, da sua mensagem silenciosa.
É Dezembro, mês de nascimento, de família, de calor humano, mês de balanços e contas de humanidade.
Sejamos mais humanos em cada acto, cada palavra, cada pensamento, lembrando-nos que também vamos ficando presentes em cada um desses instantes.
E ergamos a Deus o nosso pensamento, em agradecimento por nos ter dado a Andreia.
Mesmo por um instante que fosse.

sexta-feira, maio 09, 2008

Com a Andreia!


No passado domingo, dia 4 de Maio, houve colheita de amostras de sangue para análise de compatibilidade genética para efeitos de doação de medula óssea, com o intuito de se conseguir um dador compatível com a nossa Andreia.
Assim, foram realizadas 1640 colheitas!
Ainda não se conhecem os resultados sobre a compatibilidade para a nossa Andreia, mas pode haver esperança para muitos outros doentes no mundo inteiro.
As colheitas continuam a ser feitas todos os dias em vários locais: hospitais de Coimbra, Lisboa, Porto; na Universidade de Aveiro realiza-se outra colheita nos dias 14 e 28 de Maio; amanhã, sábado, no Centro Paroquial de Ovar, junto ao Intermarché.
Prova-se que o ser humano é mesmo humano e solidário. Sempre.

quarta-feira, março 19, 2008

Verás!

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Melhor que a vida!

Mais que o céu e muito mais que a terra!

Fica-nos a dúvida do permanecer. Aquém? Além? No nada.

Para ti... para mim...

Eis que chega o dia em que viramos costas aos grandes mistérios e encaramos de frente o nosso próprio mistério!

Eis a noite em que tememos ter de encarar o nosso mistério…

Abba

Somebody feels hopeless
Somebody despairs
Somebody walks a path alone
Watching others walk around in pairs
Somebody's in the street now
Somebody's in doubt
Somebody has no place to go
Somebody cries out saying

Abba Father take me higher
Abba Father take me home

Somebody is hungry
Somebody's in pain
Somebody sleeps alone in fear
Somebody's in shame
Somebody needs a friend to lean on
Somebody's not there
Somebody's looking at the end
Somebody's in prayer, praying

Abba Father take me higher
Abba Father take me home

segunda-feira, dezembro 24, 2007

O Natal...

De cinco em cinco minutos o telemóvel vibra com nova mensagem.
A caixa de correio electrónico recebe inúmeras mensagens de votos natalícios e de prosperidade futura.
Nas ruas, desejamos “Boas Festas!” por quem passamos e, a uma ou outro, desejamos um “Feliz Natal!” mais sentido.
Mais um Natal que passará.
Perdura-me na memória o natal de outros pessoas, principalmente daquela amiga que, do alto dos seus quase oitenta anos, tem que cuidar do marido doente e reduzido a um monte de ossos e carne, com ele convivendo todos os dias, cada dia e que, apesar de todo esse sofrimento, dela e dele, consegue transmitir calor e esperança a todos os que têm uma vida bem mais confortável e menos sofrida que a sua.
Será isso o Natal?
Sê-lo-á, certamente e nunca quando um homem quiser.